domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tulipa - Efêmera


Tulipa Ruiz, cantora e compositora com a voz super doce e viciante, recomendo!

01 - Efêmera
02 - Pontual
03 - Do amor
04 - Pedrinho
05 - A ordem das árvores
06 - Sushi
07 - Brocal dourado
08 - Aqui
09 - Ás vezes
10 - Da menina
11 - Só sei dançar com você

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"Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez."

C.F.A.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

15 anos sem o tão doce Caio..

“Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.”

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Acho que é tempo de desistirmos
E descobrir o que está nos impedindo
De respirar facilmente e conversar direito
O caminho é claro se você está preparado agora
O voluntário está se acalmando
E tirando um tempo para salvar a si mesmo

As pequenas fendas eles escalaram
E antes de você saber que é muito tarde
Para fazer círculos e dizer mentiras

Você se move rápido demais para mim
E eu não consigo acompanhar você
Talvez se você diminuisse o passo pra mim
Eu pudesse ver que você só está dizendo
Mentiras, mentiras, mentiras
Nos separando com suas
Mentiras, mentiras, mentiras
Quando você vai aprender?

Então plante o pensamento e veja ele crescer
Sopre-o e deixe ele ir

Lies

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Soneto da Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


V.M.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Borboleta Vive.


Passam de jornada.
Em vê-la ninguém importa e, indiferente, passa legião ativa.
Nada mais belo há que uma borboleta morta,
mais lindo que haverá que uma borboleta viva?
Ao julga-la sem vida, quando a tarde entorta
a púrpura de um crepúsculo que emotiva,
eu me ria; ria, como se uma borboleta morta
ousasse alçar um voo eterno, decisiva.
Quando ao tentar pegar aquelas asas frágeis, se agitaram tanto
permanecendo instáveis que, sem saber se chore ou de alegria grite,
comigo carreguei a borboleta linda,
percorrendo mundos e, com alegria infinda,
desencantarei um vergel onde ela habite.