sábado, 13 de agosto de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Onde a alma encontra o corpo.

"E eu acredito que é verdade, que ainda há estrada para os nossos sapatos. Mas se o silêncio levar você, então espero que me leve também. Então, olhos castanhos, eu te seguro perto de mim porque você é a única canção que quero ouvir, uma suave melodia elevando-se através da minha atmosfera."

(Soul Meets Body)

quinta-feira, 21 de abril de 2011


Por favor não chore
Você sabe que eu estou partindo essa noite
Antes de eu partir, eu quero que você saiba
que sempre haverá uma luz.
E se a lua teve que ir pra longe
E todas as estrelas não quiserem brincar
Não desperdice o sol no dia chuvoso
O vento logo ira soprar tudo pra longe
Muitas vezes eu tentei
Ser muito mais o que eu sou
E se eu deixei você pra baixo, eu irei seguir a sua volta,
até que você compreenda..
Quando todos os dias parecem os mesmos
Não sinta o frio ou o vento ou a chuva
Tudo ficará bem
Nós nos juntaremos de novo um dia
E eu irei brilhar para todo mundo

Shine On

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ausência...

"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada. Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada."


V.M.

domingo, 10 de abril de 2011


"Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados."

F.P.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ir embora.

Nós tentamos o Adeus.
Tantos dias
Nós andamos na mesma direção
Para que nunca pudéssemos nos separar.
Dizem que se você ama alguém
Então tem que libertá-lo,
Mas eu preferiria viver preso à você
Do que viver nessa dor e miséria.
Dizem que o tempo vai
Fazer com que tudo isso vá embora,
Mas foi o tempo que tomou meus amanhãs
E transformou-os em ontem.
E mais uma vez esse sol nascente
Está se pondo.
E mais uma vez você, meu amigo
Não pode ser encontrado.

Walk Away.

domingo, 20 de março de 2011



Ela parece a real coisa
Ela tem o gosto real
Meu amor artificial de plástico
Mas não posso evitar o sentimento
Eu poderia explodir através do teto
Se eu simplesmente me virar e correr.

If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time.


Fake Plastic Trees.

Fresta.

Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,

Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado

Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.

F. P.


"Um mundo novo pode ser uma nova forma de ver o velho mundo!"

May all your dreaming fill the empty sky

Quem abriu um buraco no céu
Para que o paraíso chorasse sobre mim?
Quem roubou a alma do sol
Em um mundo que vem se desfazendo pelas aparências?
Eu espero que o tempo seja calmo
Enquanto você navega por seu desfile celestial.
Claramente suspensas no céu
estão as palavras que nós cantamos em nossos sonhos.

Let There Be Love

sábado, 5 de março de 2011

Fanatismo.


Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
...

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!


F. E.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tulipa - Efêmera


Tulipa Ruiz, cantora e compositora com a voz super doce e viciante, recomendo!

01 - Efêmera
02 - Pontual
03 - Do amor
04 - Pedrinho
05 - A ordem das árvores
06 - Sushi
07 - Brocal dourado
08 - Aqui
09 - Ás vezes
10 - Da menina
11 - Só sei dançar com você

Download

"Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez."

C.F.A.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

15 anos sem o tão doce Caio..

“Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.”

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Acho que é tempo de desistirmos
E descobrir o que está nos impedindo
De respirar facilmente e conversar direito
O caminho é claro se você está preparado agora
O voluntário está se acalmando
E tirando um tempo para salvar a si mesmo

As pequenas fendas eles escalaram
E antes de você saber que é muito tarde
Para fazer círculos e dizer mentiras

Você se move rápido demais para mim
E eu não consigo acompanhar você
Talvez se você diminuisse o passo pra mim
Eu pudesse ver que você só está dizendo
Mentiras, mentiras, mentiras
Nos separando com suas
Mentiras, mentiras, mentiras
Quando você vai aprender?

Então plante o pensamento e veja ele crescer
Sopre-o e deixe ele ir

Lies

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Soneto da Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


V.M.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Borboleta Vive.


Passam de jornada.
Em vê-la ninguém importa e, indiferente, passa legião ativa.
Nada mais belo há que uma borboleta morta,
mais lindo que haverá que uma borboleta viva?
Ao julga-la sem vida, quando a tarde entorta
a púrpura de um crepúsculo que emotiva,
eu me ria; ria, como se uma borboleta morta
ousasse alçar um voo eterno, decisiva.
Quando ao tentar pegar aquelas asas frágeis, se agitaram tanto
permanecendo instáveis que, sem saber se chore ou de alegria grite,
comigo carreguei a borboleta linda,
percorrendo mundos e, com alegria infinda,
desencantarei um vergel onde ela habite.